Infertilidade / Como diagnosticar?

Para auxiliar o casal a saber se necessita de tratamento médico ou não, coloquei algumas perguntas a ser respondidas abaixo e outras informações úteis.


Como a infertilidade é diagnosticada clinicamente? , Como sabemos que precisamos de tratamento?

  • Infertilidade é definida como incapacidade de engravidar em um ano de tentativas (relações sexuais regulares e bem distribuídas ao longo do mês), sem o uso de métodos anticoncepcionais. É uma condição que pode resultar de fatores fisiológicos presentes tanto no homem, quanto na mulher.

Caso eu e meu marido (ou esposa) estivermos com problemas para ter filhos, qual é o primeiro passo a ser dado?

  • Se a pergunta anterior está de acordo com os problemas que vocês vem enfrentando, vocês podem precisar de auxílio médico para poder ter um filho. Entrem em contato com um profissional especialista em Reprodução Human para avaliar seu caso.

Qual é o custo total do tratamento?

  • Cada casal tem uma indicação especial e específica de tratamento. Os diversos tratamentos possíveis apresentam custos diferentes, classificados em graus de complexidade e intervenção.
    Durante a consulta, o casal será avaliado e a depender do tratamento proposto, o custo será informado.

Quais as principais doenças que podem levar a infertilidade?

Em mulheres:

  • Obstrução das tubas uterinas
  • Problemas de ovulação (Ovários policísticos)
  • Cisto ovariano
  • Insuficiência ovariana (menopausa precoce)
  • Endometriose
  • Deficiência da Fase Lútea
  • Miomasuterinos
  • Muco cervical hostil
  • Desordens hiperandrogênicas
  • Prolactina alta
  • Ligadura de tubas uterinas
  • Casais com perdas recorrentes de gravidez (Síndrome do anticorpo anti-fosfolipíde etc)
  • Defeitos anatômicos do útero (útero bicorno, unicorno, Didelfo etc)
  • Problemas de implantação do embrião
  • Infertilidade imunológica
  • Distúrbios da tireóide
  • Problemas genéticos
  • Menopausa

Em homens:

  • Varicocele
  • Espermatozóides defeituosos
  • Insuficiência testicular
  • Azoospermia
  • Vasectomia
  • Anticorpos anti-espermatozóides
  • Ausência de ducto deferente (congênita)
  • Câncer de testículo

Além destes fatores, casais com infertilidade podem apresentar problemas com a qualidade do óvulo ou sua liberação, problemas imunológicos bloqueando a fertilização ou implantação ou secreção anormal de hormônios.

E depois que você procura um profissional, o que é feito?

  • Inicialmente o casal será interrogado sobre o histórico pessoal e familiar a fim de obter-se um norte na determinação diagnóstica. O casal a seguir será examinado e posteriormente (caso necessário) exames complementares serão soicitados.
  • Após estas etapas iniciais, todos os resultados serão avaliados e analisados criticamente em busca das causas possíveis da infertilidade.
  • Finalmente, o tratamento adequado será proposto

Para identificar o problema, as seguintes perguntas devem ser respondidas:

    1 - Existem problemas com a ovulação?
    2 - Existem problemas com a produção de espermatozóides ou com sua função?
    3 - Há possibildades de ocorrer a fertilização entre o óvulo e o espermatozóide?
    4 - A implantação pode ocorrer e ser mantida?

Normalmente encontramos infertilidade de causa na mulher (fator feminino) em 40% dos casos, outros 40% são devidos ao fator masculino; 10% devido a ambos (casal) e os 10% restantes são classificados como não identificáveis (ISCA - Infertilidade sem Causa Aparente).

O casal deve ser avaliado simultaneamente, iniciando com uma entrevista, história completa e exame físico detalhado. Depois passará aos testes mais específicos, de acordo com as necessidades de cada casal.

Avaliação da Mulher:

Para determinar se a mulher tem problemas como ovulação, transporte do óvulo, fertilização ou implantação, vários testes podem ser feitos. Entre eles:

Teste de LH na urina: detecta o aumento do LH que ocorre antes da ovulação. O hormônio luteinizante é secretado pela glândula hipófise durante o ciclo menstrual, mas aumenta no meio do ciclo para induzir a liberação do óvulo (oócito).

Teste Hormonal no sangue: mede os níveis de Hormônio Luteinizante (LH) Hormônio Folículo Estimulante (FSH), Prolactina, Progesterona e Hormônio Tireóide Estimulante (TSH). O Hormônio Folículo Estimulante é produzido pela Hipófise Anterior e estimula o ovário a desenvolver um folículo para ovulação. A Progesterona é produzida após a ovulação e prepara o útero para a gravidez.
Os níveis dos hormônios Luteinizante e Folículo Estimulante são checados para verificar se há alguma disfunção da glândula hipófise. Os níveis de Prolactina (hormônio que estimula a produção de leite materno) são checados para verificar se não há um excesso, causando hiperprolactinemia, uma condição que interfere na ovulação. Os níveis de Progesterona são verificados para determinar se não está havendo uma alteração, causando interferência com o desenvolvimento do endométrio, camada que reveste o útero, preparando-o para a implantação do embrião. TSH é verificado como uma medida normal para a função da glândula tireóide.

Hormônio Anti-Mülleriano (HAM ou AMH): é hoje o melhor marcador da reserva ovariana, ou seja, pode determinar indiretamente qual a quantidade de óvulos que a mulher dispõe em seus ovários e pode ajudar na previsão da idade da menopausa. Também é usado para o cálculo da dose das medicações necessária para a indução da ovulação. Tem como vantagem a possibilidade de ser dosado em qualquer fase do ciclo menstrual e de ser independente da ação de outros hormônios.

Histerosalpingografia (HSG): raio-x da cavidade uterina e tubas uterinas utilizando uma substância que é visível no raio-x, para determinar se existem defeitos estruturais na cavidade uterina e tubas uterinas.

Laparoscopia diagnóstica: procedimento cirúrgico minimamente invasivo. Permite a visualização direta do útero, tubas uterinas, ovário e pelve baixa. É muito útil particularmente no diagnóstico de endometriose, distúrbios nas tubas uterinas, adesão pélvica, entre outras.

Histeroscopia: geralmente feita em conjunto com a laparoscopia para examinar visualmente o interior da cavidade uterina na procura de feridas, adesões, pólipos, tumores e outras anormalidades e para eliminar a endometriose.

Ultra-som endovaginal: realizado entre dois a quatro dias antes da ovulação, para observar a espessura do endométrio (camada de revestimento interno uterino) e sua resposta à estimulação hormonal, além da presença do folículo dominante (no interior do qual encontraremos o óvulo).

Biópsia Endometrial: usada para determinar se o endométrio, a camada de revestimento interno do útero, responderá adequadamente à implantação do embrião, obtendo uma amostra de seu tecido (do endométrio).

Avaliação do Homem:


O homem pode ter problemas de infertilidade relacionados com:
   Problemas com a produção ou secreção de espermatozóides.
   Problemas anatômicos.
   Lesões testiculares prévias.
   Problemas hormonais.

O homem fornece uma ou mais amostras de sêmen que será analisada em uma bateria avançada de testes.

Análise do sêmen normal:

O sêmen do homem é analisado em vários testes, como para contagem de espermatozóides, motilidade, morfologia e concentração. Outros testes podem ser feitos:

  • Cultura de sêmen para detectar infecções;
  • Testes para verificar as possibilidades de fertilização in vitro ou inseminação intra-uterina (processamento seminal);
  • Teste para anticorpos anti-espermatozóides e para os tipos de anticorpos IgC, IgM e IgA;
  • Estudos de sobrevivência a longo prazo;
  • Detecção de marcadores bioquímicos no sêmen, por exemplo, a frutose, como teste diagnóstico acessório em homens com problemas severos de infertilidade.

Nos casos em que a análise do sêmen é normal, o tratamento será baseado nas análises da mulher. O sêmen normal inclui:

  • Concentração de espermatozóides maior ou igual a 15 milhões/mL
  • Motilidade progressiva (movimentação) igual ou maior do que 32%
  • Volume igual ou maior do que 1,5 mL.
  • Morfologia de Krüger igual ou maior que 4%.
  • Vitalidade igual ou maior do que 58% de vivos.

Análise anormal do sêmen:

Caso ocorra alguma anormalidade nos testes com o sêmen, ela é repetida para confirmação. Dependendo de cada tipo de alteração encontrada, será indicada uma conduta específica. Por exemplo, espermatozóides com boa motilidade e contagem superior a 5 milhões, são uma boa indicação de inseminação intra-uterina . Se o número é menor que 5 milhões, fertilização in vitro (IVF) seria a melhor opção para o tratamento.

Caso a morfologia seja menor que 4% (Krüger) ou a concentração menor que 3 milhões, há indicação precisa de ICSI.

Azoospermia:

Azoospermia é uma condição em que não encontramos espermatozóides no líquido seminal. Em muitos casos é decorrente de insuficiência testicular primária, hormonal, cromossomal ou obstrutiva. Os pacientes podem precisar de exames hormonais, urológicos, genéticos ou ultrassom para maiores avaliações do problema.

Anticorpos anti-espermatozóides:

São substâncias que se ligam à superfície dos espermatozóides e podem interferir com a movimentação deles, sua penetração no muco cervical ou em sua capacidade de fertilizar o óvulo (oócito).

Referências na Literatura Médica:

  • Vários autores. "Reprodução Humana Assistida". Editora Atheneu. São Paulo, 2003.
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