Infertilidade / Causas da Infertilidade Masculina

Varicocele (40%):
É a causa mais comum de infertilidade masculina.
15% dos homens da população geral tem varicocele, mas destes, apenas 15% terão infertilidade. Entre os homens inférteis, 40% vão apresentar varicocele.

A varicocele é a dilatação das veias do plexo pampiniforme (veias que drenam o sangue que irriga os testículos). Quando acontece essa dilatação, há um defeito nas válvulas destas veias, o que faz com que o sangue que deveria ser retirado dos testículos, volte para lá (refluxo). Este sangue que reflui, traz consigo muitas substâncias tóxicas (radicais livres, entre outros) e também aumenta a temperatura local.

Com isso, ocorre gradativamente uma perda da qualidade espermática, em um processo que se inicia já na adolescência. Ao passar dos anos, a qualidade e quantidade de espermatozóides pode ser tão baixa que somente com tratamento o homem poderá ser pai.

Disfunções hormonais

Produção aumentada de prolactina (encontrada em 10 a 40% dos homens inférteis), Hipotireoidismo, Hiperplasia Adrenal Congênita (encontrada em apenas 1% dos homens inférteis, é um problema causado pelas glândulas adrenais, ou supra-renais), Hipogonadismo Hipogonadotrófico (falta de produção de hormônios pela glândula hipófise), Pan-hipopituitarismo e outros.

Obstruções/ausência dos ductos deferentes:

São os canais que transportam os espermatozóides dos testículos, passando pelos epidídimos e saindo na uretra. As causas mais comuns podem ser defeitos genéticos (agenesia – o homem nasce sem os deferentes, como na Fibrose Cística), infecções por doenças sexualmente transmissíveis, tuberculose genital e vasectomia.

Torsão de testículos:

Causa grave, que se não tratada a tempo pode levar à perda do testículo.

Síndrome de Klinefelter:

É uma doença genética em que o homem nasce com um cromossomo X a mais, tendo o carótipo 47,XXY ao invés do normal, que seria o 46, XY. Este cromossomo X a mais causa atrofia testicular definitiva e tem tratamento clínico com poucos resultados, ainda que iniciado precocemente. Com o avanço da Medicina, podem ser extraídos espermatozóides dos testículos, realizar fertilição in vitro e biópsia nos embriões resultantes para saber se eles também não são portadores da síndrome.

Ejaculação retrógrada:

Ocorre quando o sêmen é lançado para a bexiga ao invés da uretra. É causada por um problema na válvula (esfíncter) da bexiga, geralmente decorrente de uma diabetes mal-controlada.



Quais são os tratamentos possíveis?

Podemos dividir os tratamentos em dois tipos: in vivo e in vitro.

In Vivo:

Os tratamentos in vivo são aqueles em que a fertilização dos óvulos pelos espermatozóides acontece nas tubas uterinas. Para que seja possível um tratamento in vivo, são necessárias as condições:

  • A mulher precisa ter pelo menos uma tuba uterina funcionando normalmente;
  • O homem precisa ter pelo menos 5 milhões de espermatozóides móveis com morfologia normal após o processamento seminal.

Os tratamentos in vivo conhecidos são: namoro programado (é feito o acompanhamento natural ou induzido da ovulação e o casal tem relação em casa para engravidar) e a inseminação intra-uterina (é estimulada a ovulação e no momento em que ela ocorre, o homem colhe o sêmen que é processado e são separados os melhores espermatozóides. A seguir, são depositados no interior da cavidade uterina com o auxílio de um catéter).

In Vitro:

Os tratamentos in vitro são aqueles em que há uma alteração nas tubas uterinas ou no sêmen, impossibilitando que o encontro dos gametas (óvulos e espermatozóides) aconteça naturalmente.

A fertilização in vitro surgiu pela primeira vez em 1978 na Inglaterra, conduzido pelos Drs. Patrick Steptoe e Robert Edwards (sendo este vencedor do Prêmio Nobel de Medicina em 2010). Veio para solucionar um problema nas tubas.

No tratamento de Fertilização in vitro, são retirados os óvulos da mulher (após estimulação hormonal) com o auxílio de uma agulha acoplada a um aparelho de ultrassom. A agulha perfura a parede da vagina, vai até os ovários e aspira os óvulos. A seguir, o parceiro colhe o sêmen, que é processado e são separados os melhores espermatozóides.

São colocados de 25 a 100 mil espermatozóides para cada óvulo e apenas o melhor deles irá conseguir fertilizar e formar o embrião em laboratório. Após 3 a 5 dias de desenvolvimento em incubadoras específicas, os embriões estão prontos e podem ser transferidos para o útero da mulher com o auxílio de um catéter.

Há também outra técnica de Fertilização in vitro, chamada de ICSI (sigla em Inglês para Injeção Intra-Citoplasmática de Espermatozóides). A ICSI surgiu em 1992 na Bélgica, em estudos conduzidos pelo Ginecologista Italiano Gianpiero Palermo.

A ICSI veio para solucionar problemas masculinos, diferindo da FIV Clássica de Steptoe & Edwards, que surgiu para solucionar um fator feminino.

Com a ICSI, homens com contagens extremamente baixas de espermatozóides podem ser pais. A técnica consiste em selecionar no microscópio o melhor espermatozóide e introduzí-lo com o auxílio de uma microagulha no interior do óvulo. Assim a fertilização pode acontecer.

Você tem dúvidas?
Consulte-nos pelo formulário abaixo ou ligue no telefone (11) 5052-1000 será um prazer te ajudar.