Glossário

Infertilidade Feminina





A

Amenorréia: Ausência de menstruação.
Anovulação: Falta de ovulação.

B

Blastocisto: Fase do desenvolvimento do embrião, também chamado de embrião pré-implantacional. Será implantado na mulher após 6-7 dias da fertilização.

Biópsia Endometrial: Células de revestimento do útero são obtidas por um procedimento (feito até mesmo no consultório) para determinar diretamente os efeitos hormonais. Uma taxa inadequada de progesterona pode levar a uma condição conhecida como deficiência da fase lútea e infertilidade ou abortos recorrentes.

Bromocriptina: Droga usada para tratar anormalidades de elevação nas taxas de prolactina (hormonio da hipófise responsável pela produção do leite materno) que podem resultar em infertilidade e amenorréia. Prolactina pode ser super-produzida em casos de tumores hipofisários, como efeito colateral de vários medicamentos, traumas na parede do peito e implantes de seios.

C

Cariótipo: Avaliação dos cromossomos para número, tamanho e forma. Anormalidades podem gerar abortos recorrentes, amenorréia primária e baixo número de espermatozóides.

Cavidade Peritoneal: Cavidade abdominal.

Clamidia: Bactéria que causa uma doença sexualmente transmissível (DST) que pode levar a obstrução das tubas uterinas, impedindo a fertilização do óvulo. É responsável por mais de 50% das doenças inflamatórias pélvicas.

Citrato de Clomifeno: Uma droga comum no tratamento da infertilidade, que funciona ligando-se aos receptores de estógeno, bloqueando-os e “enganando” o cérebro, que “pensa” que não há mais estrógeno. Isto resulta em uma maior secreção de FSH pela hipófise, o que estimula células especializadas no ovário a produzir estrógeno. A taxa de gêmeos nesses casos é de aproximadamente 10% devido aos altos níveis de FSH, o que gera mais óvulos.

Corpo Lúteo: Responsável pela produção de progesterona no ovário após a ovulação. Isto ajuda a preparar o revestimento uterino (endométrio) para a implantação do embrião. Ele surge como um cisto no ovário e regride se a gravidez não ocorre. Caso ocorra, ele continua a produzir progesterona durante 10 a 12 semanas de gravidez. Depois, a placenta assume a produção de progesterona.

Criopreservação: Processo de preservação de embriões ou espematozóides por congelamento.

D

Deficiência da Fase Lútea: A camada de revestimento uterina (endométrio) falha em seu correto desenvolvimento após a ovulação e não tem a capacidade de fixar o óvulo fecundadeo. Esta condição é tratada com progesterona ou com medicamentos indutores de ovulação.

Doença Inflamatória Pélvica (DIP): Infecção do trato reprodutivo superior ( por gonoréia, clamídia) incluindo as tubas uterinas (salpingite), ovários (ooforite), útero (endometrite) que ascende do trato reprodutivo baixo (vagina). Se não tratado, pode causar infertilidade.

E

Endometriose: Presença de tecido semelhante ao endométrio fora de sua sede habitual, isto é, a cavidade uterina.Usualmente são encontradas células na cavidade peritoneal, ovários, tubas uterinas, bexiga, ureter, reto e vagina. É responsável por 20 a 30% de casos de infertilidade duradoura, geralmente em mulheres com mais de 25 anos de idade.

Estrógeno: Hormônio esteróide produzido pelos ovários desde o início da puberade até a menopausa.

F

Fertilização: Penetração do espermatozóide no óvulo, originando o embrião.

Fertilização in vitro (FIV): “Bebê de proveta” ; técnica usada em mulheres com tubas uterinas bloqueadas, endometriose, infertilidade sem explicação ou infertilidade causada por fatores masculinos. Drogas são utilizadas para maturar múltiplos óvulos, que então são removidos do ovário e colocados in vitro (proveta) na presença de espermatozóides. A fertilização ocorre fora do corpo. Existem variações deste método para se adaptar às diversas religiões ou crenças.

Fímbrias: Porção final das tubas uterinas que ajuda na captação do óvulo para o ovário após a ovulação.

Fimbrioplastia: Procedimento cirúrgico que abre uma constrição da porção final das tubas uterinas.

Folículo: Estrutura preenchida de líquido localizada na superfície do ovário na qual o óvulo em maturação (oócito)cresce. O folículo produz estrógeno até a liberação do óvulo e depois transforma-se no corpo lúteo e secreta progesterona.

G

Gametas: Células reprodutivas; óvulos (oócitos) na mulher e espermatozóides no homem.

Gônada: Ovário (na mulher) ou testículo (no homem).

Gonadotrofinas: Hormônios (FSH , LH ou hCG) que estimulam os ovários ou os testículos. Podem ser administrados na forma de injeção para estimular a ovulação. Só devem ser usados sob orientação médica.

Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG): Hormônio secretado pelo embrião, mantendo a função do corpo lúteo quando a gravidez ocorre. É também usado como o LH, para induzir a ovulação.

Gonadotrofina Humana Menopausal (hMG): FSH e LH extraídos da urina de mulheres menopausadas e então injetados para estimular a ovulação.

Gonorréia: Doença sexualmente transmissível que pode causar inflamação dos órgãos reprodutivos tanto no homem, quanto na mulher, resultando em infertilidade.

Gravidez Ectópica: Gravidez que ocorre fora do útero, mais freqüentemente nas tubas uterinas.

H

Hiperprolactinemia: Super-produção de prolactina, O hormônio responsável pela produção do leite materno. Pode ser tratado com bromocriptina (nome genérico).

Hipófise: Glândula mestre situada na base do cérebro. Secreta FSH, LH, prolactina e TSH (Hormônio Tireóide Estimulante).

Hipotálamo: Área no cérebro responsável pela liberação de GnRH (bem como de outros hormônios liberadores).

Histerosalpingografia: Um líquido especial (que aparece no Raio-X) é injetado através do colo do útero e preenche a cavidade uterina e as tubas. Caso as tubas não estejam bloqueadas, o líquido vai espalhar-se pela cavidade abdominal, indicando que as tubas estão abertas. A cavidade uterina também pode ser examinada verificando a presença de pólipos, miomas ou lesões.

Histeroscopia: O histeroscópio é inserido dentro do útero através da cérvice pela vagina, visualizando diretamente o interior do útero. Remoção de tecidos feridos, pólipos ou outras afecções pode ser feita por este método sem a necessidade de cirurgia abdominal.

Hormônio Folículo Estimulante (FSH): Uma gonadotrofina (hormônio da hipófise) que estimula a produção de estrógeno nos ovários e a maturação do oócito.

Hormônio Liberador de Gonadotrofina (GnRH): Hormônio do hipotálamo (região do cérebro) que estimula a glândula hipófise a liberar LH e FSH. É utilizado na fertilização in vitro para prevenir que o corpo faça ovulação simultânea ao tratamento. É também utilizada para tratar endometriose.

I

In vitro: Expressão em Latim que significa “no vidro”. Refere-se ao termo em Inglês “IVF” ou fertilização in vitro, ocorrendo em um tubo de vidro de laboratório chamado “proveta”, ao contrário do que ocorre no corpo humano.

Implantação: Processo pelo qual o óvulo fertilizado (zigoto) se fixa na parede uterina (endométrio).

Indução da Ovulação: Medicamentos ou hormônios (como as gonadotrofinas) são utilizados para estimular os ovários a produzir estrógeno e induzir a ovulação. É utilizada em casos de ovário policísticos, oligomenorréia, endometriose e infertilidade de causa masculina.

Infertilidade Primária: Infertilidade em pessoas que nunca tiveram filhos.

Infertilidade Secundária: Infertilidade em pessoas que já foram férteis.

Inseminação Artificial: Espermatozóides selecionados são colocados dentro do útero utilizando um catéter especial.

Inseminação Intra-uterina : Espermatozóides são depositados diretamente no útero usando diversos catéteres especiais.

L

Laparoscopia: Técnica microcirúrgica pouco invasiva que consiste em passar um tubo fino iluminado de 5 a 10 mm de diâmetro através da parte inferior do abdômen, permitindo visualizar diretamente os ovários, útero, tubas uterinas e cavidade peritonal. Vários procedimentos microcirúrgicos e a laser podem ser feitos utilizando-se a laparoscopia.

Laparotomia: Incisão (“corte”) cirúrgico realizado através do abdômen, de aproximadamente 4 a 6 polegadas de extensão, que permite a direta vizualização das estruturas reprodutivas.

M

Menopausa: Fim do ciclo menstrual. Ocorre quando não há mais oócitos nos ovários.

Microcirurgia: Fina e delicada cirurgia que requer ampliação utilizando-se um microscópio. É utilizada para religar (recanalizar) tubas uterinas ou dutos deferentes após cirurgia de esterilização ou para tratar tubas uterinas obstruídas.

Muco Cervical: A abertura do útero para a vagina é chamada de cervice. Ela produz um mucu que normalmente é espesso, mas se “afina” durante o período de ovulação, possibilitando a passagem dos espermatozóides da vagina para o útero e sua sobrevivência.

O

Oligomenorréia: Intervalo entre ciclos menstruais de 6 semanas a 6 mêses. Comum no início da menstruação em meninas. Associada com ovários policísticos e com infertilidade.

Oócito: Ovo ou óvulo que é produzido no ovário.

Ovários: Par de glândulas sexuais femininas onde os óvulos são armazenados e onde estrógeno e progesterona são produzidos.

Ovário Policístico: Ocorre um desbalanço hormonal, resultando em falta de ovulação, ciclos menstruais irregulares e infertilidade. Tem uma aparência característica ao exame de ultrassom, de pequenos cistos no ovário.

Ovodoação: Processo de doaçõ de óvulos para pacientes que perderam seus ovários, que tem falência ovariana prematura, ou idade avançada, para poder auxiliar no processo de gravidez.

Ovulação: Liberação de um oócito do ovário, normalmente ocorrendo no meio do ciclo menstrual.

P

Progesterona: Hormônio esteróide secretado pelo ovário após a ovulação, para preparar a camada do útero (endométrio) para a implantação.

Prolactina: Hormônio da hipófise que estimula a produção de leite materno.

Proveta: Tubo de vidro de laboratório onde é feita a fertilização artificial (fertilização in vitro ).

S

Salpingostomia: Intervenção cirúrgica para criar uma nova abertura no fim das tubas uterinas bloqueadas.

T

Temperatura Corporal Basal: Temperatura da mulher logo após acordar pela manhã. Um pequeno aumento desta temperatura ocorre no meio do ciclo menstrual, ajudando a prever a ovulação. É um método muito popular, mas é impreciso.

Teste pós-coito: O muco cervical é examinado dentro de 12 horas após uma relação sexual no meio do ciclo menstrual. São pesquisados o número de espermatozóides e a qualidade do muco.

Transferência Intra-uterina de embriões: Transferência de embriões resultantes de fertilização in vitro para a cavidade uterina da mulher.

Transferência Intra-tubária de Gametas (GIFT): Uma variação do processo de fertilização in vitro, que requer laparoscopia. Após a coleta dos oócitos, eles são misturados com espermatozóides e utilizando-se de um catéter, são colocados – utilizando um laporoscópio – nas tubas uterinas. Então ocorre a fertilização dentro do corpo da mulher (in vivo), ao contrário do que ocorre na proveta (in vitro). Não é mais utilizado hoje em dia.

Tubas uterinas: Par de estruturas cilíndricas que ligam o útero à área dos ovários. A fertilização ocorre neste local. A obstrução das tubas é uma das causas mais comuns de infertilidade.

Z

Zigoto: Oócito fertilizado formado pela fusão do óvulo com o espermatozóide.


Infertilidade Masculina

A

Análise de Sêmen: Análise do sêmen para o número de espermatozóides, aparência (morfologia), motilidade, volume e viscosidade. A presença de infecções bacterianas ou espermatozóides imaturos podem ser excluídas.

Aspiração de Espermatozóides do Testículo ou Epidídimo (MESA / TESE ): Procedimento cirúrgico onde o testículo ou epidídimo sofrem biópsia com a proposta de se obter espermatozóides para ICSI. Útil em homens com vasectomia, obstruções, azoospermia ou reversão de vasectomia sem sucesso.

Astenospermia: Baixa motilidade dos espermatozóides.

Azoospermia: Completa falta de espermatozóides.

B

Banco de sêmen: Espermatozóides congelados ou criopreservados são armazenados para uso em inseminação artificial ou em situações de doação de sêmen.

Biópsia Testicular: Remoção de uma pequena amostra de tecido testicular para examinar a presença de espermatozóides desenvolvidos e sua produção.

C

Citrato de Clomifeno: Droga para o tratamento de fertilidade, comumente prescrita para mulheres, mas também pode ser prescrita para homens com baixa qualidade de espermatozóides. Infelizmente, funciona apenas em 40% dos casos.

Criptorquidia: Condição em que os testículos não desceram para a bolsa escrotal, localizando-se em outra região.

D

Duto deferente (vas deferens): É o tubo que carrega espermatozóides do epidídimo ao duto ejaculatório do pênis.

Doação de Sêmen: Espermatozóides que foram doados (de doador conhecido ou não) usados em homens sem Espermatozóides ou com quantidade muito baixa.

E

Eletroejaculação: Estimulação elétrica dos nervos que controlam a ejaculação, usada para obter sêmen de homens com lesão da medula espinhal.

Ejaculação Retrógrada: É uma condição clínica em que os espermatozóides não são ejaculados para a direção normal (ou seja, para fora do corpo) e reflui para a bexiga urinária. Isto pode ocorrer apesar da sensação de ejaculação. Pode ser devida a uma variedade de razões: diabetes, lesões cirúrgicas nos nervos da bexiga urinária, efeitos colaterais de várias drogas incluindo anti-hipertensivos como alfa bloqueadores. A exposição à urina é altamente tóxica aos espermatozóides! Alcalinização da urina com bicarbonato de sódio pode ajudar a proteger os espermatozóides.

Epidídimo: Coleção de tubos que armazenam espermatozóides logo após sua saída dos testículos, mas antes de entrar no duto ejaculatório (vas deferens). Os espermatozóides amadurecem aqui e adquirem motilidade e potencial para fertilização.

Epermatozóide: Gameta reprodutivo masculino.

H

Hipospádias: Anormalidade estrutural do pênis que possui sua abertura em um local diferente do normal (comumente no ventre do pênis).

Hormônio Folículo Estimulante (FSH): Hormônio hipofisário que estimula os testículos a auxiliar na maturação dos espermatozóides.

I

Impotência: Incapacidade de manter a ereção.

Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI) : Processo em que um espermatozóide é injetados no interior do óvulo usando um equipamento de micromanipulação. Técnica muito útil em situações onde há uma quantidade muito baixa de espermatozóides ou quando eles não são capazes de fertilizar.

L

Lavagem de Sêmen: Diluição de amostra de sêmen previamente à inseminação para remover uma substância chamada prostaglandina do sêmen, que causa contração do útero. Pode também ser usado para remover outras alterações do sêmen.

O

Oligoastenospermia: Baixa quantidade de espermatozóides e com baixa motilidade.

Oligospermia: Quantidade menor que 20 milhões de espermatozóides.

P

Percoll: Gradientes de densidade são criados e então os espermatozóides são centrifugados e lavados para ajudar a separar os mortos, imaturos e os com baixa motilidade.

Próstata: Glândula masculina que produz parte do fluído que transporta os espermatozóides. Infecções podem reduzir a qualidade dos espermatozóides (prostatite).

S

Sêmen: Fluído que confere nutrientes e transporte para os espermatozóides. É produzido na vesícula seminal, próstata e glândulas adjacentes à uretra.

T

Teratospermia: Espermatozóides com forma anormal.

Testosterona: Hormônio andrógeno produzido nos testículos que afeta a produção de espermatozóides e as características sexuais do homem.

V

Varicocoele: Dilatação anormal ou torção das veias que drenam o sangue dos testículos de volta para o coraçãoan. É mais freqüente do lado esquerdo. Pode levar a uma produção reduzida de espermatozóides por um aumento da temperatura das células produtoras de espermatozóides, decorrente de baixa fluxo de sangue e oxigenação ou pela mudança na concentração hormonal.

Vas Deferens (duto deferente): É o tubo que carrega espermatozóides do epidídimo ao duto ejaculatório do pênis.

Vasectomia: Esterilização do homem feita por uma cirurgia que remove parte dos dutos deferentes.

Vasograma (Deferentografia): Exame de raio-x dos dutos deferentes para verificar obstruções. Não é mais utilizado hoje em dia.

Você tem dúvidas?
Consulte-nos pelo formulário abaixo ou ligue no telefone (11) 5052-1000 será um prazer te ajudar.