E quando o tratamento não deu certo?

Muitas dúvidas surgem nessa hora.

É comum o questionamento do tratamento, se fizemos algo errado, se deixamos de fazer algo, se o médico fez tudo o que podia ser feito, se o laboratório utilizou-se dos melhores métodos possíveis. Enfim, são muitas dúvidas.

Para que possamos ter um norte e manter as esperanças no sucesso do tratamento, elaborei uma listagem com os principais exames a ser realizados para as técnicas de reprodução assistida.

Vale ressaltar que cada exame tem sua indicação e que na maioria das vezes não precisamos fazer todos eles. A decisão sobre qual exame fazer e sua indicação compete exclusivamente ao médico responsável pelo tratamento.


A. Fatores imunológicos:

São fatores que podem impedir os embriões de se implantarem no útero. Podem ser ocasionados por uma rejeição do organismo materno pelo embrião (auto-imunidade) ou da rejeição do embrião pelo fato de ele apresentar material genético proveniente do marido ou parceiro, estranho ao organismo materno.
São eles:

  • FAN (Fator anti-núcleo);
  • Cross Match;
  • Células NK (Natural Killer: CD 56+, CD16+, CD8+);
  • Anti-DNA nativo;
  • Anticorpos anti-tireóide (anti-peroxidase e anti-tireoglobulina).

B. Fatores trombogênicos:

São os fatores que podem estar relacionados com o surgimento de trombose, ou seja, a formação de trombos (ou coágulos) nos vasos sanguíneos. Esses trombos podem ser micro-trombos e impedir a correta formação da placenta, ocasionando assim falhas de implantação embrionária ou mesmo abortos precoces.
São eles:

  • Mutação do MTHFR (metil-tetra-hidrofolato redutase);
  • Homocisteína;
  • Proteínas C e S funcionais;
  • Mutação da pró-trombina;
  • Anti-trombina III;
  • Fator V de Leiden;
  • Anticoagulante lúpico;
  • Anticorpos anti-fosfatidil serina (IgA, IgM e IgG);
  • Anticorpos anti-cardiolipina (IgA, IgM e IgG);
  • Fibrinogênio;

C. Avaliação da Receptividade Uterina

  • Datação endometrial;
  • Pesquisa de fibras de endometriose no endométrio (PGP 9.5);
  • Pesquisa de marcadores de implantação endometriais: Células NK (Natural Killer: CD 56+, CD16+, CD8+);
  • Pesquisa de endometrite crônica (Plasmócitos).

D. Fatores infecciosos

  • Pesquisa de Micoplasma, Ureaplasma, Clamídia, Gonococo e Bactérias Aeróbias em conteúdo cervical uterino;
  • Sorologias para HIV, Sífilis, Hepatites B e C e HTLV I e II;
  • Sorologias para Toxoplasmose, Citomegalovírus e Rubéola.

E. Fatores anatômicos:

  • Verificação da presença de mal-formações Müllerianas: útero bicorno, didelpho, septado, unicorno etc.
  • Presença de miomas ou pólipos uterinos;
  • Presença de hidrossalpinge.

F. Avaliação da reserva ovariana:

  • FSH e Estradiol;
  • Inibina B;
  • Contagem de folículos antrais ao ultrassom;
  • Dosagem do Hormônio Anti-Mülleriano (HAM ou AMH).

G. Fator masculino:

  • Pesquisa de fragmentação do DNA espermático;
  • Avaliação da super-mofologia: super-ICSI;
  • Microdeleção do cromossomo Y;
  • Pesquisa de varicocele;
  • Pesquisa de anti-corpos anti-espermatozóides.
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